caio negro

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CAIO NEGRO NO PALCO GRUPO NOSSA CARA PRETA

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

musica coisa de negro - em itapetininga

FOI NA NOITE DE 24 DE JUNHO DE 2011 EM ITAPETININGA O GRUPO NOSSA CARA PRETA  SE APRESENTOU EM ITAPETININGA COM OS MCs MÁRCIO BROWN E O SPOK E COM O DJ SUBRINHO , NO LANÇAMENTO DO DVD DO GRUPO CONTEM GLUTEN...
UM POUCO DO GRUPO NA MUSICA COISA DE NEGRO...












Depois de 23 anos como MC, rapper Criolo brilha no primeiro disco de canções

Há algo de novo e muito, muito  bom no hip hop nacional. Provavelmente, desde Marcelo D2 e seu À Procura da Batida Perfeita (2003), um rapper brasileiro não gravava um disco com músicas tão classe A, variadas ritmicamente e bem produzidas como o paulista Criolo (nome artístico de Kleber Gomes), 35 anos, em Nó na Orelha, lançamento independente em CD e vinil.

O cantor e compositor paulista Criolo lança o álbum Nó na Orelha, em CD e vinil
A primeira música, Bogotá, já prende o ouvinte pela letra sagaz, sobre o perigo de se aceitar convite para traficar drogas na rota Brasil-Colômbia. E, principalmente, pela levada afrobeat do arranjo de Daniel Ganjaman, incluindo metais contagiantes, com destaque para o sax tenor de Thiago França e os vocais de apoio Juçara Marçal e Verônica Ferriani.
O refrão, que faz referência a Vou-me Embora pra Pasárgada, famoso poema de Manuel Bandeira (1886-1968),  gruda na cabeça e impulsiona o corpo a dançar: “Vamos embora para Bogotá/ Muambar/ Muambei/ Vamos cruzar Transamazônica/ Pra levar pra freguês/ Vai ser melhor do que em Parságada/ Agradar até o rei”.
Embora o hip hop apareça, em menor ou mais intensidades em faixas como Subirusdoistiozin, Sucrilhos e Lion Man, um desavisado pode atépensar que Nó na Orelha não é um disco de rap, já que a maioria do repertório investe no gênero canção. Ou seja, na combinação de letra, melodia e harmonia.
Criolo não tem dúvidas, é claro. “Tem canções e vários ritmos, mas é um disco de atitude rap. Essa atitude sempre vai existir, às vezes apenas na letra de uma canção, mas vai estar lá”, diz, por telefone, com a autoridade de quem está no movimento hip hop desde os 11 anos.
“Já tem uns nove ou 10 anos que componho canções. Minha mãe cantava em casa e tive o privilégio de meus pais, cearenses com orgulho, comprarem muitos discos. Cresci ouvindo e gostando de fado, seresta, embolado, sambas, canções populares”, explica o rapper nascido em Santo Amaro e criado no Grajaú, onde ainda mora.
Filho de um metalúrgico e de uma mulher simples que foi à luta e se formou em Filosofia, Criolo abandonou as faculdades de Artes e Pedagogia, e trabalhou como vendedor  de vários produtos  - Lojas Americanas, calçados, roupas, etc - , enquanto mantinha a fé no hip hop.
Contudo, diante das dificuldades e mesmo já tendo lançado um disco de rap (que não aconteceu), quase que Criolo não grava Nó na Orelha. Ele já cogitava encerrar a carreira de MC.
Com apoio do centro Matilha Cultural, que viabilizou a produção do disco, o rapper conheceu os produtores Daniel Ganjaman (ex-Planet Hemp e integrante do Instituto) e Marcelo Cabral, que o aproximaram de uma nova turma. Canções de Criolo estarão nos próximos álbuns do produtor Gui Amabis, do projeto 3 na Massa e da baiana Marcia Castro.
Ex-Doido  
Intérprete competente e compositor sensível, como provam composições como a balada soul Não Existe Amor em SP e o samba Linha de Frente (que lembra um pouco Tristeza, Pé no Chão, clássico do repertório de Clara Nunes, de 1973), o artista era conhecido no cenário alternativo do rap como Criolo Doido. Simplificou para Criolo.
“Era muita pretensão me chamar Criolo Doido. Ainda não sou doido o suficiente para merecer um nome artístico assim. Ainda tenho muito o que aprender como cantor e compositor”, afirma modestamente.
Humildade e canja de galinha não fazem mal a ninguém, mas o certo é que um músico que compõe algo tão belo como Não Existe Amor em SP, é talentoso, sim, e merece que um grande número de pessoas conheça sua arte.
Além do arranjo neosoul caprichado, a letra é 10: “Não existe amor em SP/ Um labirinto místico/ Onde os grafites gritam/ Não dá pra descrever/ Numa linda frase/ De um postal tão doce/ Cuidado com doce/ São Paulo é um buquê/ Buquês são flores mortas/ Num lindo arranjo/ Arranjo lindo feito pra você/ Não existe amor em SP/ Os bares estão cheios de almas tão vazias/ A ganância vibra, a vaidade excita/ Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel/ Aqui ninguém vai pro céu/ Não precisa morrer pra ver Deus...”, diz um trecho.
Bahia  
Apesar do olhar pessimista (ou realista?) sobre sua cidade, coisa que muito paulistano compartilha, o compositor afirma que, dependendo do dia, pode existir amor em SP. A canção é um recorte de uma determinada situação.
Criador da Rinha dos MC’s, evento periódico onde os mestres de cerimônias se enfrentam rimando de improviso, e atuando também como educador em ONGs, o rapper sonha em fazer shows bem produzidos pelo Brasil.
Em Salvador, então, nem se fala: “A minha vontade de cantar na Bahia é uma coisa louca. Não apenas cantar, mas, humildemente, também conhecer os músicos baianos. A Bahia tem talentos musicais demais”. Seja bem-vindo, Criolo.



sexta-feira, 24 de junho de 2011

UM POUCO MAIS DE PROJOTA

José Tiago Sabino Pereira, mais conhecido pelo nome artístico Projota (São Paulo, 11 de Abril de 1986) é um rapper, cantor e produtor musical brasileiro. Projota começou a ganhar notoriedade nas batalhas de Mc's, onde venceu quatro vezes a batalha da Santa Cruz e três vezes a Rinha dos Mc's. Como produtor musical Projota produz em geral para seus trabalhos e para amigos.
Em sua estréia Projota lançou um EP intitulado de Carta Aos Meus em 2009, seu segundo trabalho foi a mixtape Projeção lançada em 2010, o seu terceiro trabalho foi o segundo EP de sua carreira Projeção pra Elas lançado em 2011.

Biografia

Adolescência

Projota tornou-se autodidata em aulas de violão aos 12 anos. Foi influenciado pelo rock que seus irmãos mais velhos ouviam, pela música romântica e MPB de sua mãe e pelo sertanejo trazido pelo seu pai. Além disto, recebeu forte influência do samba, que era predominante onde cresceu. Seu primeiro nome artístico foi JT, mas como existiam muitos com tal pseudônimo, resolveu mudar para Projota. O nome Projota é a junção de "pro" = profissionalismo e "Jota", inicial do seu primeiro nome.
Projota entrou definitivamente na cena do rap brasileiro aos 16 anos, quando assistiu ao videoclipe da música "Só Deus Pode me Julgar", do rapper carioca MV Bill. Durante sua adolescência, Projota fez parte de dois grupos de pouca expressão. Um deles, "O Dom da Rima" era formado junto com seu amigo Rashid, onde Projota era conhecido por "Jotatê" e Rashid por "Moska".

Carreira musical

Em 2006, Projota ingressou pela primeira vez em uma batalha de MC. Conseguiu vencer por quatro vezes a Batalha do Santa Cruz, três a Rinha dos MC's e chegou a final da Liga dos MC's de 2007, o evento mais tradicional do estilo no país.
Paralelamente a carreira de duelador, Projota trabalhava com A.G. Soares, do Pentágono, um consagrado produtor musical. O rapper fez uma participação no documentário Freestyle: Um Estilo de Vida, onde deu uma entrevista. Entre as principais músicas gravadas por Projota entre 2006 e 2008 estão "O Poeta", "Ela" e "Avoadão".
No ano de 2008, Projota lançou a música e o videoclipe de "Acabou", que rapidamente adquiriu alta popularidade no YouTube alcançando número superior a 400.000 visualizações em dois anos.
Em 2008, ele iniciou a gravação das músicas do seu primeiro EP, que foi lançado em novembro de 2009 sob o título Carta aos Meus. As faixas destacadas do disco são "Rato de quermesse", "O rap em ação" e "Véia", esta última onde ele faz uma referência a sua mãe, que faleceu quando o mesmo tinha 9 anos de idade. Foi feito sem a participação de outro rapper, mas com algumas faixas produzidas por A.G. Soares e DJ Caíque e pelo próprio Projota.
No início de 2010, em parceria com DJ Caíque, Projota lançou na internet um novo som, chamado "Pelo Amor", que alcançou o primeiro lugar no MySpace Brasil. Em setembro de 2010, foi terminado o processo de gravação da sua mixtape, intitulada Projeção. Com 19 faixas, ela traz algumas das músicas de "Carta aos Meus", outras faixas já conhecidas e inéditas. Entre as inéditas, se destacam: "Projeção", "Samurai" e "Chuva de Novembro".
Com o lançamento do web vídeo "Muleque Doido" no final de 2010, Projota anunciou para o início de 2011 o lançamento de um novo EP, chamado Projeção pra Elas, com faixas românticas. "Muleque Doido" atingiu o topo dos trending topics do twitter brasileiro.Projeção pra Elas foi lançado em 10 de fevereiro de 2011, com nove (9) faixas, entre inéditas e conhecidas como "Guerreira" e a já citada "Muleque Doido".

 Discografia

     

    CHIC SHOW


    A grande equipe e família Chic Show...fez história em São Paulo com seus grandes bailes e produções. No comando do Luizão, fizeram grandes festas no Palmeiras...trazendo celebridades Nacionais e Internacionais no mundo Black, como:
    - Zapp, Jimmy Bo´Horne, Carlos da Fé, Jorge Ben, Tim Maia ...entre outros.

    Os caras foram os maiores estrategistas de festa black. Lançavam músicas que ficavam meses sem ninguém saber quem cantava e nós que comprávamos disco viviamos sempre a procura daquela música. Faziam bailes sumultâneos nos quatro cantos da cidade...além do interior.
    Quando lancaram o programa Black in Love na Bandeirantes Fm em 1986.... já a mais de 20 anos atrás, fizeram o maior sucesso e ainda faz muita gente sentir muita saudade. Já pensou se voltasse ?
    Em 1988 a Chic Show, em seu programa Balanço Geral fez novamente história....rolando grandes musicais e balançando a galera via Nine Six Point One (96.1 band FM).
    É já se passaram 20 anos... até hoje algumas musicas são dificeis de encontrar. As equipes faziam uma disputa acirradíssima para garantirem os lançamentos.
    Para relembrar...uma chamada do programa..com o Luizão Chic Show.
    Link: Chic Show Balanço Geral




    quarta-feira, 22 de junho de 2011

    A CAPOEIRA NO BRASIL

    Ao abordarmos a historia da prática da capoeira no Brasil, devemos antes de tudo resgatar a história da escravidão no Brasil do século XVI, XVII, XVIII e XIX, quatrocentos anos de horrores e serviços forçados, para alimentar uma elite rica e gananciosa que vivia para o acúmulo de capitais.
    Nesses quatrocentos anos as pessoas viveram o nascimento, crescimento e expansão do Capitalismo. O Pré-capitalismo, uma das primeiras fases da formação do capitalismo, também conhecido como Mercantilismo, prática econômica baseada na compra e venda de produtos, visando um maior acúmulo de capitais e ter uma balança de comercio favorável, ou seja, vender mais que comprar, aumentava a riqueza da burguesia, a burguesia atraves dos impostos aumentava a riqueza da nobreza e do Rei. Era o nascimento das Monarquias Nacionais do fortalecimento do poder central nas mãos do Rei.
    Com as Monarquias Nacionais as leis são unificadas, a moeda é unificada, pesos e medidas são unificados, todos os tribunais são submetidos a autoridade do Rei, dessa forma o comércio pode se expandir e crescer.
    Quanto mais o comércio crescia, mais se investia em conhecimento e ciencia dando origem a expansão marítima e consequentemente a descoberta da América.
    Logo os europeus perceberam que estavam na vanguarda de muitos conhecimentos em relação a outros povos do planeta. Com esses conhecimentos e sua habilidade guerreira, experiência adquirida em séculos de Cruzadas com os povos mulçumanos, o europeu passa a diversificar a prática mercantilista estimulando o Colonialismo e é essa pratica econômica que nos leva a escravidão.
    O que era o Colonialismo ? Simples. Baseava-se na prática de se obter matérias primas a troco de nada, transforma-las em manufaturas ou seja, mercadorias e vende-las bem caro na Europa, foi assim que a “mazela” de diversos povos começaram, pois, não foi só o Negro que foi escravizado, mais o silvícola americano, os asiáticos e diversos outros povos passaram (e ainda passam, por incrivel que pareça !) por essa horrivel experiência... As colônias perteciam aos Reis e suas terras não eram distribuídas e sim arrendadas o que diminuia muito a possibilidade de qualquer plebeu ser dono de terras nos novos mundos. E quem, em perfeito juízo, deixaria seu país, sua terra, para ser servo na América, Africa ou Asia ? Então, os brancos que por ventura apareciam por aqui, eram grandes senhores de terra ou eram degredados, fugitivos, condenados pela inquisição que fugiam da perseguição religiosa em seus países, eram cristãos novos, judeus recem convertido que a igreja muito rígida na epóca vivia a perseguir, muitos migravam por não ter mais nada a perder.
    No caso do Brasil os portugueses precisavam cocretizar sua efetiva colonização, pois, ingleses e franceses viviam a contrabandear as riquezas do Brasil, o que na cabeça do Rei de Portugal era uma ofensa gravissíma, afinal, ele acreditava que as terras do Brasil eram dele o que configurava em roubo contrabandear tais riquezas.
    A colonização efetiva do Brasil começa trinta anos depois de sua “descoberta” em 1500 por Pedro Alvarez Cabral, hoje motivo de certa controvérsia, pois, existem teorias que comprovam a estadia do navegador Duarte Pacheco em terras brasileiras no ano de 1498, mas isso é uma outra história.
    Após o iniciar o processo de colonização, os portugueses passaram a explorar nossas riquezas e criar outras, o caso da cana de açúcar, dentro desse processo, podemos dizer que passamos por três ciclos econômicos diferentes:
    Ciclo do Pau-Brasil :
    Consistia puramente em cortar e armazenar a madeira e levá-la para Europa, onde era usada de várias formas. Porém, nesse primeiro Ciclo não precisou de trabalho escravo, já que os silvícolas americanos, faziam esse trabalho por algumas quinquilharias como, contas, pedrinhas de vidro, espelhinhos, faca...
    Ciclo da Cana de Açúcar:
    Aqui começa a história das senzalas, da escravidão e da capoeira, quando chegam os primeiros negros para serem usados no trabalho escravo. O Negro chegou para substituir o americano o “Negro da Terra”. Para a Coroa de Portugal era difícil controlar o aprisionamento e a venda do Americano, pior, o americano conhecia a região podia fugir para mata com facilidade, já o Negro era mais fácil de controlar. O comércio era feito de continente para continente de um país distante do outro lado do mar a Africa. Ao entrar nas colõnias os escravos negros eram contados e contabilizados, dessa forma o Rei podia fiscalizar muito melhor o tráfico. Este por sua vez se tornava bem mais rentoso que o o tráfico do americano.
    O escravo negro não conhecia a terra e nem os dialetos falados aqui, a região, o clima, animais, plantas, nada disso ele conhecia, separado da família e dos amigos, o Negro tinha um só direitro, trabalhar, trabalhar e apanhar...Nesse ambiente nasce o espirito de camaradagem entre os escravos de várias culturas diferentes e é dessa forma, dessa mistura de culturas africanas nasce a capoeira, nasceu brinquedo, dança, jogo. Ajudava aos escravos matar a saudade da terra atraves da música, do batuque e das histórias contadas nas rodas era um momento de alegria, um dos poucos...
    Ciclo da Mineração:
    O ciclo do ouro trás várias mudanças na sociedade colonial, como o ouro era uma riqueza de fácil acesso, requer só uma batéia (teoricamente), era fácil encontrar homem livre e ate mesmo escravo que enriquecia com a descoberta do ouro.
    Nessa época houve uma mudança significativa na vida social da colônia, nasce uma classe média que crescia conforme crescia, a exploração do ouro, afinal os mineiros precisavam comer, beber, dormir, morar, ou seja a extração do ouro possibilitou o nascimento de uma classe social que sze sustentava prestando serviços aos mineradores de então.
    Neste contexto urbano nasce uma nova capoeira que agora sai das senzalas e chega as ruas, as praças e aos largos das principais Capitanias da Colônia, pela primeira vez, encontramos uma classe média atuante na Colônia. O ouro gerou uma riqueza muito grande que foi utilizada na urbanização das cidades, estas atraia todo tipo de gente, aumentando muito a diversidade cultural o que contribuiu para a expansão da capoeira.
    Aprendia-se a capoeira jogando e observando as rodas nas festas religiosas das praças, ainda não era vista como prática criminosa, porém era vista como jogo de negros, o que a tornova extramente marginalizada pela sociedade branca das cidades.
    I REINADO
    No Primeiro Reinado a capoeira já era proibida, mas ainda não fazia parte do código penal, porém era reprimida e punida com chicotadas e trabalhos forçados era praticada por negros escravos, livres, mulatos, mamelucos, brancos e estrangeiros.
    Nas cidades a pratica da capoeira era controlada pelas Maltas que se espalhavam por todas as grandes cidades e eram divididas pelos bairros, esses eram controlados por maltas de capoeiristas rivais. Na verdade isso é fácil de entender, em um país onde a maioria era negra, controlados por uma minoria branca, claro que teremos uma parte enorme da sociedade que vai viver a margem da mesma, levando a formação das maltas que seriam a organização dos excluídos pelo sistema da época. Durante todo I Reinado não houve nenhuma lei que trata-se dos negros com dignidade, pelo contrário, as leis so favoreciam a Elite “pensante” da epoca.
    II REINADO
    No segundo reinado por pressões inglesas, o Governo brasileiro começou a criar algumas leis em prol do negro, porém algumas beneficiaram muito mais aos Srs do que aos próprios negros, leis como:
    Lei do Ventre-livre, essa é muito boa! A partir da promulgação desta lei todo o escravo nasceria livre, mas, teria que ficar na fazenda do seu Sr. Até ser de maior e poder viver sua vida, enquanto esperava a sua maioridade trabalhava para o Sr., sem ganhar nada é claro...
    Lei do sexagenário, também muito boa! Após os sessenta anos todo escravo era livre. Imagine que um escravo tinha uma média de vida de 25 a 30 anos, chegar aos sessenta era um mérito! Porém, essa lei vai beneficiar muito mais aos Srs, aos sessenta o escravo já esta velho e cansado para não ter que alimenta-lo sem que ele trabalhasse era só recorrer a essa lei e pronto, lá estava o Sr. Livre do escravo.
    Lei Aurea 13/05/1888. Concordo, libertou finalmente os escravos, mas sem política pública nenhuma o que manteve o negro a margem de nossa sociedade.
    Enquanto esses eventos políticos aconteciam a capoeira crescia, evoluia, tornava-se arma das pessoas que viviam nas ruas, não era só o negro praticante da capoeira, como já escrevi, o praticante era, mulato, mameluco, negro, branco, todos essas raças contribuiram para moldar a capoeira moderna de hoje.
    A partir da segunda metade do sec. XIX o berimbau passa a figurar nas rodas de capoeira. Até então as rodas eram marcadas pelo ritmo do atabaque, pandeiro e outros instrumentos de percurssão, com a entrada do berimbau começamos a ver surgir a capoeira moderna de Pastinha e Bimba.
    As Cidades do Rio de Janeiro, Salvador e São Luís, eram os maiores focos da prática da capoeira urbana, onde havia concentração de pessoas, lá estava a capoeira. Nessa epoca ela ainda não era ensinada em academias e se aprendia a capoeira jogando a capoeira, nas ruas no dia à dia, observando os outros a jogar, era essa a única maneira de se aprender a tão temida capoeira.
    REPÚBLICA
    Em 1892 a capoeira passa a fazer parte do código penal artigo 402, até então ela já era proibida, porém só a partir dessa data que ela passa a fazer parte do código penal. A pessoa que fosse pega jogando a capoeira era preso e mandado para a Ilha de Fernando de Noronha para fazer trabalhos forçados durante 4 à 6 meses.
    Só no primeiro ano de vigência da lei o Chefe de Polícia do Rio de Janiero, Sampaio Ferraz mandou para Fernando Noronha cerca de 400 capoeiristas, sendo que desses 400, 65% foram considerados brancos, 20% estrangeiros e apenas 15% de negros, como se vê ela já era muito utilizada por diversas raças diferentes, pois não impotava a raça em si e sim a situação soçial da pessoa, pobre e marginalizado era capoeirista na certa ! Porém isso não impediu que muitos homens ricos praticassem a capoeira, sendo que a maioria desses homens eram boêmios, da noite, conheciam a malandragem popular e sabiam usa-la a seu favor quando precisavam.
    A partir da década de 1920, passa a surgir um sentimento nacionalista nas artes, política e cultura do Brasil, era a Semana da Arte Moderna de 1922, que sacudiu o Brasil com seu resgate a cultura genuinamente Nacional, surge então com força total a capoeira, agora como Ginástica Nacional Brasileira, idealizado por Burlamarqui, mestre Zuma, que em 1928, formou o primeiro manual da capoeira sem mestre, método didático, onde o leitor atraves do livro tinha conhecimento da capoeira como jogo, como luta.
    Nessa epoca mestre Bimba e mestre Pastinha já são famosos como Mestres bahianos em 1923, mestre Bimba, cria a capoeira regional da Bahia, uma ramificação da capoeira de Angola, que até então era chamada, apenas de capoeira e só, quando mestre Bimba colocou o nome Regional, Pastinha então chamou a dele de Angola, para diferenciar uma da outra, conhecida nos meios da capoeira como a capoeira Mãe, pois, mestre Bimba, tentando transformar a capoeira mais objetiva para a luta acrescentou vários golpes de outras artes marciais na capoeira de Angola o que prova que a capoeira continuava a evoluir e acompanhar o seu tempo.
    Em 1933, após uma apresentação de mestre Bimba e seus alunos para o então interventor da Bahia a capoeira é finalmente liberada, deixando de fazer parte do código penal e dando início a uma nova era para a capoeira no Brasil.
    Em 1950 o mesmo mestre Bimba faz outra apresentação, dessa vez para o próprio Getúlio Vargas, o que faz a capoeira bahiana ainda mais famosa.
    A partir de Bimba e Pastinha a capoeira passa a ser ensinada nas academias, com metodologia propria e qualquer uma pessoa passa a ter acesso a capoeira.
    Nas décadas de 1960, 70, 80 e 90, a capoeira se torna uma profissão, uma realidade para muitos Mestres e Professores brasileiros que passam a ensinar hoje em grandes grupos dentro e fora do Brasil..
    MESTRE PASTINHA

    Vicente Joaquim Ferreira Pastinha (Salvador, 5 de abril de 1889 — Salvador, 13 de novembro de 1981), foi um dos principais mestres de Capoeira da história.
    Mais conhecido por Mestre Pastinha, nascido em 1889 dizia não ter aprendido a Capoeira em escola, mas "com a sorte". Afinal, foi o destino o responsável pela iniciação do pequeno Pastinha no jogo, ainda garoto. Em depoimento prestado no ano de 1967, no 'Museu da Imagem e do Som', Mestre Pastinha relatou a história da sua vida: "Quando eu tinha uns dez anos - eu era franzininho - um outro menino mais taludo do que eu tornou-se meu rival. Era só eu sair para a rua - ir na venda fazer compra, por exemplo - e a gente se pegava em briga. Só sei que acabava apanhando dele, sempre. Então eu ia chorar escondido de vergonha e de tristeza." A vida iria dar ao moleque Pastinha a oportunidade de um aprendizado que marcaria todos os anos da sua longa existência

    MESTRE BIMBA

    Manoel dos Reis Machado, também conhecido como Mestre Bimba (Salvador, 23 de Novembro de 1900 - Goiânia, 05 de Fevereiro de 1974), foi criador da Luta Regional Baiana, mais tarde chamada de capoeira regional.
    Ao perceber que a capoeira estava perdendo seu valor cultural e enfraquecendo enquanto luta, Mestre Bimba misturou elementos da Capoeira Tradicional com o batuque (luta do Nordeste Brasileiro extinta com o passar do tempo) criando assim um novo estilo de luta com praticidade na vida, com movimentos mais rápidos e acompanhada de música. Assim conquistou todas as classes da sociedade. Foi um eximio lutador e acima de tudo um grande educador, foi o responsavel por tirar a capoeira da marginalidade. Praticantes dessa arte se denominam "capoeira", pois, para eles, a capoeira é um estilo de vida - ser, pensar, agir como um capoeira.

    No dia 15 de julho de 2008, a Capoeira foi reconhecida como Patrimônio Cultural Brasileiro e registrada como Bem de Natureza Imaterial, confirmando sua importância como manifestação artística e cultural.

    segunda-feira, 20 de junho de 2011

    Dexter é um homem livre.

     
    Depois de 13 anos exilado dentro do sistema carcerário, finalmente Marcos Omena, 37, o rapper Dexter, ex-integrante do grupo 509-E, ganha a liberdade plena. Dexter recebeu a noticia às 14h, do dia 20 de abril de 2011, quando se preparava para viajar para a Bahia a trabalho.
    Na chegada ao aeroporto de Salvador logo a noticia, “Pó irmão to feliz ao extremo, acabei de ganhar a minha liberdade plena”, revelou Dexter.
    A comemoração de sua liberdade começa no mesmo dia a noite com uma visita ao Sarau Bem Black, no Pelourinho, a convite do rapper GOG e por intermediação de Hamilton Borges e Dj Branco. Andando nas ruas do Pelourinho a caminho do evento já ouvíamos uma voz falando bem alto “Dexter está em Casa”, falava Nelson Maka, organizador do Sarau, ao chegar no local foi total emoção, o rapper GOG foi até a entrada receber Dexter e o público do Sarau foi ao delírio, muitas fotos e abraços.
    Durante o evento Dexter fez o seu primeiro pronunciamento depois de liberto. “Satisfação enorme estar aqui com vocês, meus irmãos de sofrimento, de luta, de revolução, muito obrigado pelo carinho, pelo respeito, meu parceiro GOG, e hoje é um dia mais do que especial, acabamos de desembarcar a umas duas horas atrás, mais às 14h, desse dia 20 de abril, agora a gente pode passar a comemorar todos os anos no dia 20 de abril, a libertação deste que vos fala, muito obrigado pelo carinho, pelo respeito. Certamente as lagrimas derramadas ao longo desses 13 anos, hoje eu entendo que serviu para regar a árvore da minha felicidade, poder dividir isso com meu povo é muito louco, com meus irmãos, com minha família da rua, é muito louco, e eu acho engraçado, e ao mesmo tempo eu agradeço a Deus, essa data caiu justamente no dia que eu venho pela primeira vez a Salvador. De 13 anos, 10 foi ao lado de uma guerreira que dispensa apresentação, dispensa palavras, mas eu só queria dizer que mesmo com os pés sangrando, continuou do meu lado firme e forte, estendendo a mão a todo instante, a todo momento, passou fome por minha causa, quase foi despejada por minha causa, e hoje o que faço pra ela é pouco pelo que ela fez, guerreou comigo dez anos, e hoje você ta aqui amor, é porque você é merecedora e eu queria dizer que eu te amo, Patrícia Omena”, declamou Dexter. Em seguida cantou a música “Oitavo Anjo” o público vibrou.
    Durante o evento GOG falou da importância do rapper Dexter para o hip-hop e o estado brasileiro. “Essa noite é muito especial, quantas vezes diante das dificuldades das necessidades, a gente sabendo que você é um parceiro que já era digno da liberdade, de estar caminhando, quantas vezes à política pública esteve distante e não tinha a mínima sensibilidade de entender que você era mais importante fora do quer lá dentro, por várias questões, passando pela econômica, mas principalmente pela espiritual transformadora, então hoje se o sistema, ele conta um a menos lá dentro, o louco é que a periferia ganha muito mais aqui, tá ligado? A guerra preta, a estratégia quilombola hoje vai ser praticada com mais sabedoria, por quer Marcos Omena, o que a periferia fez de Dexter está aqui hoje, então temos que festejar e comemorar, isso ninguém tira de nós, jamais”, desabafou GOG.
    Em seguida o militante do movimento negro e da luta-antiprisional, Hamilton Borges, fez seu pronunciamento e declarou o dia 20 de abril feriado. “É muito importante isso aqui, hoje é dia de celebração, eu faço uma guerra aqui, junto com um monte de guerreiros que tem aqui, contra as prisões, nós somos anti-prisionais, e pra nós, há muita tempo atrás, eu dizia uma coisa, que a gente tinha você Dexter, sempre como nosso ídolo, como Nelson Mandela, como Malcom X, como Zumbi pra gente, continua, só que é um ídolo vivo, vivo, sã e forte para nós ajudar na luta, e pra mim o dia 20 de abril é feriado, no decorrer da minha vida, no dia 20 eu não trabalho mais, só estudo, eu queria dizer que nesse momento de celebração de amor, a gente tem que fazer uma luta contra o extermínio na cidade de Salvador, no estado da Bahia, a gente tem que fazer uma luta contra as grades, a gente não pode permitir que o governo continue abrindo cadeias, a gente não pode permitir que os lucros dos ricos sejam o nosso sangue derramado, esse que é o símbolo, valeu Dexter pela sua presença, tamo junto”, declarou Hamilton Borges.
    Na sexta-feira, 22 de abril, a convite da Posse de Conscientização e Expressão – PCE – Dexter passou o dia visitando três bairros periféricos da cidade de Lauro de Freitas, vizinha a Salvador. Ele foi aos bairros de Itinga, Portão e Lagoa dos Patos, caminhou pelas ruas, fez freestyle na chuva e conversou com a galera do hip-hop da região. No sábado a tarde participou, no Teatro Vila Velha, do evento Hip-Hop em Movimento, no Vivadança Festival Internacional, como palestrante da mesa redonda Hip-Hop e Direitos Humanos – Mudando as regras do jogo, ao lado de Hamilton Borges, Dj Branco e o Secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Estado da Bahia, Almiro Sena. Dexter aproveitou a oportunidade para falar sobre sua carreira, experiência e visão sobre o sistema carcerário. Em seguida cantou na transmissão ao vivo do programa Evolução Hip-Hop, da rádio Educadora FM.
    No domingo de Páscoa Dexter passou a manhã no Complexo Penitenciário Lemos de Brito, junto com Hamilton Borges e Drª Andréia, onde deu palestra, cantou e trocou ideia com os detentos, ele visitou três pavilhões. Para finalizar sua agenda na cidade, prestigiou a final da 4ª Batalha de Break – Evolução Hip-Hop e entregou o troféu e medalha para o campeão da batalha.
    No ano de 2008 Dexter começou a cumprir regime semi-aberto, o que lhe possibilitou trabalhar fora do presídio, viajar pelo Brasil fazendo shows, palestras e participando de eventos de cunho sócio político cultural. Começou sua carreira como rapper em 1991 no grupo Tribunal Popular, que tem como padrinho Racionais MC’s, mas sua carreira só teve um “bum” em nível nacional com o surgimento do grupo 509-E no ano de 1999, no Presídio Carandiru, Pavilhão 7,”xadrez” nº 509-E, grupo o qual ele cantava ao lado do rapper Afro X. Logo lançaram o CD Provérbios 13, com faixas assinadas por Mano Brown, Edi Rock, DJ Hum, MV Bill, e arranjos de Zé Gonzalez (Planet Hemp), Marquinhos e DJ Luciano. Com uma pena menor, Afro-X foi libertado da cadeia em 2002, meses antes do lançamento do segundo CD “Depois de Cristo”. A dupla foi desfeita logo depois, mas o mito se manteve, o Oitavo Anjo, que no ano de 2005 lançou seu primeiro disco solo: Exilado Sim, Preso Não, contou com participações especiais de Mano Brown, Mv Bill, GOG, Função, Tina, Rinea Bv, Edi Rock, entre outros.
    Disco que trouxe a toma o motivo real do desfecho do grupo 509-E com a música “Fênix”. O 509-E acabou por divergências dentro do grupo, a decisão de acabar o 509-E foi minha, acho que a Fênix resume muito bem o por quer que acabou o 509-E, eu nunca usei o rap para cantar mentira, sempre fui um cara verdadeiro dentro do rap e até fora dele também, sou ser humano, tenho falhas, não sou perfeito, mais alguns erros eu não costumo cometer, ta ligado? E o 509-E acabou justamente por isso, erros cometidos e o não reconhecimento desses erros, a Fênix retrata muito bem o que aconteceu no 509-E”, explicou Dexter..
     fonte : site www.rapnacional.com.br

    sábado, 18 de junho de 2011

    CASA DO HIP HOP EM DIADEMA UMA CONQUISTA DO MOVIMENTO

    Quem Somos

    A Casa do Hip Hop é um espaço público, também conhecido como Centro Cultural Canhema, mantido pela prefeitura de Diadema, que dentro de uma política de acesso à difusão e formação cultural, oferece cursos de iniciação em Hip Hop e outras linguagens artísticas, além de eventos que promovam a inserção da população aos bens culturais.
    Embora a Casa do Hip Hop tenha obtido oficialmente este nome somente em 1999, ela é fruto de reinvidicações dos jovens de diversas regiões da cidade que desde 1993 se organizavam visando obter espaços para ensaios, encontros, oficinas e workshops específicos. Sendo, portando, um espaço conquistado através da organização da população, em especial os jovens militantes desta cultura.
    Dentre os eventos que realiza está o Hip Hop em Ação, que acontece todo último sábado do mês das 13 as 18 horas, com apresentações artísticas dos elementos MCing, DJing, Breaking e Graffiti, além de atividades ligadas ao chamado 5º elemento; o conhecimento.
    O Aniversário da Casa do Hip Hop é comemorado no último sábado do mês de Julho, num Hip Hop em Ação especial, com programação diferenciada e presença de grandes nomes do Hip Hop Nacional.

    Oficinas

    A Casa do Hip Hop oferece oficinas gratuitas de:
    Desenho Infantil e Adulto
    Inclusão Digital Infantil e Adulto
    Artesanato Adulto
    Dança de Salão Adulto
    DJ Iniciante e Avançado
    Movimentos Power Move
    MC
    Circo Infantil
    Dança de Rua Iniciante e Avançado
    Teatro Infantil
    Teatro de Bonecos Infantil
    Graffiti Iniciante e Avançado
    Samba Rock

    Como Chegar

    Localização
    Rua 24 de Maio, 38
    Jardim Canhema
    Diadema - SP
    CEP 09912-220

    Como chegar de Ônibus
    - Trólebus Term. Piraporinha, Term. Ferrazópolis ou Term. Santo André no metrô Jabaquara.
    - Trólebus Term. Jabaquara no Terminal São Matheus
    - Trólebus Term. Diadema ou Term. Jabaquara na estação de trem Santo André
    Em todos os casos, descer na Parada Canhema e subir a rua em frente; Rua 12 de Outubro que faz esquina com a Rua 24 de Maio.