caio negro

caio negro
CAIO NEGRO NO PALCO GRUPO NOSSA CARA PRETA

Total de visualizações de página

sábado, 18 de junho de 2011

CASA DO HIP HOP EM DIADEMA UMA CONQUISTA DO MOVIMENTO

Quem Somos

A Casa do Hip Hop é um espaço público, também conhecido como Centro Cultural Canhema, mantido pela prefeitura de Diadema, que dentro de uma política de acesso à difusão e formação cultural, oferece cursos de iniciação em Hip Hop e outras linguagens artísticas, além de eventos que promovam a inserção da população aos bens culturais.
Embora a Casa do Hip Hop tenha obtido oficialmente este nome somente em 1999, ela é fruto de reinvidicações dos jovens de diversas regiões da cidade que desde 1993 se organizavam visando obter espaços para ensaios, encontros, oficinas e workshops específicos. Sendo, portando, um espaço conquistado através da organização da população, em especial os jovens militantes desta cultura.
Dentre os eventos que realiza está o Hip Hop em Ação, que acontece todo último sábado do mês das 13 as 18 horas, com apresentações artísticas dos elementos MCing, DJing, Breaking e Graffiti, além de atividades ligadas ao chamado 5º elemento; o conhecimento.
O Aniversário da Casa do Hip Hop é comemorado no último sábado do mês de Julho, num Hip Hop em Ação especial, com programação diferenciada e presença de grandes nomes do Hip Hop Nacional.

Oficinas

A Casa do Hip Hop oferece oficinas gratuitas de:
Desenho Infantil e Adulto
Inclusão Digital Infantil e Adulto
Artesanato Adulto
Dança de Salão Adulto
DJ Iniciante e Avançado
Movimentos Power Move
MC
Circo Infantil
Dança de Rua Iniciante e Avançado
Teatro Infantil
Teatro de Bonecos Infantil
Graffiti Iniciante e Avançado
Samba Rock

Como Chegar

Localização
Rua 24 de Maio, 38
Jardim Canhema
Diadema - SP
CEP 09912-220

Como chegar de Ônibus
- Trólebus Term. Piraporinha, Term. Ferrazópolis ou Term. Santo André no metrô Jabaquara.
- Trólebus Term. Jabaquara no Terminal São Matheus
- Trólebus Term. Diadema ou Term. Jabaquara na estação de trem Santo André
Em todos os casos, descer na Parada Canhema e subir a rua em frente; Rua 12 de Outubro que faz esquina com a Rua 24 de Maio.

Back Spin Crew

Back Spin Crew - nova geração
Back Spin Crew , foi formada no ano de 1985 na estação São Bento de Metrô, bboys que acreditavam que a dança estava apenas começando, fizeram da São Bento um ponto de encontro, onde havia batalhas de dança e era também uma forma de trocar idéias sobre breaking e cultura Hip Hop ainda desconhecido, a primeira formação da back spin foi à união de alguns bboys do Dragon Break, Hélio, Cícero, Thaide, Mário, Marcão com Marcelinho e Geléia do Furious Breakers, Gema e Tatu do Fantastic Duo e bboys Fernando, Jéferson e Anderson. A cultura Hip Hop estava na verdade nesta época criando os alicerces que fariam da São Bento o berço do Hip Hop Nacional. Das equipes de breaking que freqüentavam a São Bento todas contribuíram para o surgimento do movimento Hip Hop em São Paulo, dois membros da Back Spin em 1988 participaram da coletânea Hip Hop Cultura de Rua, Thaide e Dj Hum gravaram o clássico “Corpo Fechado”, juntamente com a dupla a Back Spin viajou em turnê por todo o País divulgando ainda mais a dança de rua e o Hip Hop Nacional. A partir de 1993 Marcelinho Back Spin iniciou um trabalho com oficinas culturais na cidade de Diadema e difundiu a dança de rua nos bairros, com o tempo alguns jovens da comunidade que participavam das oficinas, passaram a integrar a equipe e a partir de 1994 a segunda geração começou a ser formada por dançarinos como o Banks, Drica, Casper, Breno e 3D, todos são multiplicadores das oficinas culturais ministradas pela Back Spin, dando continuidade em trabalhos culturais por todo o país.
Back Spin Crew tem uma grande participaçao na divugação da dança de rua e no Hip Hop nacional. Foi formada no ano de 1985 na estação São Bento do Metrô, ponto de encontro de dançarinos de rua. Depois que a dança foi massificada e perderam-se espaços, b-boys que acreditavam que a dança estava apenas começando, em terras tupiniquins, fizeram da estação São Bento o ponto de encontro, onde haviam batalhas de dança de rua. Era também, uma forma de trocar opiniões sobre breaking e a cultura Hip Hop ainda desconhecida. A Cultura de Rua estava, nessa época, criando os alicerces que fariam da São Bento o berço do Hip Hop Nacional. 


sexta-feira, 17 de junho de 2011

A HISTORIA DO B.BOY A DANÇA DO HIP HOP

Muitos dizem que o termo hip-hop foi criado em meados de 1968 por frika Bambaataa. Ele teria se inspirado em dois movimentos cíclicos, um deles estava na forma de transmitir a cultura dos guetos americanos, a outra estava justamente na forma de dança popular na época, que era saltar (hop) movimentando os quadris (hip).
Em meados dos anos 70 no Bronx, cidade de New York, foi criado o B-Boying. O responsável por isso foi o Dj Kool Herc, que foi o maior de todos os Djs do Bronx.

A expressão B-Boying provavelmente originou-se da palavra africana “Boioing”, que significa “salto, pulo”, e foi usada na área do Rio Bronx (NYC) para descrever o estilo do salto que os B-Boys faziam.
B-Boying (que também significa Breaking) não deveria ser confundido com Popping e Locking, porque esses estilos da dança têm seus próprios termos, histórias e seus pioneiros.
Nos primeiros estágios esta dança era praticada “para cima, no alto”, o que é conhecido por “top rocking”. A estrutura e a forma do Top Rocking tiveram influência dos que praticavam a dança no Brooklyn, influência da salsa (como o rock latino), da dança afro-cubana, africana e americana. Há também um passo de top rock, criado por Charleston, chamado “Charlie Rock”. Outra principal influência e inspiração foi James Brow com seus hits "Popcorn" (1969) e "Get on the Good Foot" (1972). Inspirados por sua dança energética e quase acrobática as pessoas começaram a dançar “Good Foot”.
Assim que a tradição da batalha da dança ficou bem estabelecida nessa época, e como o Breaking começou também a se incorporar na cultura hip hop, tornou-se mais e mais uma dança que envolve o b-boy usando sua imaginação. Em conseqüência disso os “top rockers” estenderam seus repertórios através do footwork e freezes.
Os freezes eram usualmente usados no final de cada série de combinações ou para zoar e humilhar o oponente. Certos freezes eram também denominados como o segundo mais popular: “chair freeze” e “baby freeze“. O “chair freeze” foi fundamental para vários movimentos por causa do potencial que os b-boys precisavam ter para exercer este movimento.O objetivo principal de uma batalha de break é vencer o oponente sendo mais criativo com séries de freezes e fazer movimentos mais rápidos e melhores. Isso também porque as crews desenvolvem seus movimentos e séries dando personalidade à dança para estarem preparados para a próxima batalha.


Origem do nome B-Boy
B-Boy = Abreviação para “Break Boy”, “Beat Boy” ou “Bronx Boy”.
A palavra B-Boy foi primeiramente usada pelo DJ jamaicano radicado nos Estados Unidos, Kool Herc. Ele deu esse nome a todos os dançarinos do início dos anos 70, e “B-Boy” passou a ser uma designação a um grupo de elite de dançarinos que participavam nas festas organizadas por ele.
B-Boying é o estilo de dança dos B-Boys, também conhecido como Breakin’.
A mídia propôs um conceito errado sobre Breaking: o conceito de que a dança era usada pelas gangues, que dançavam ao invés de brigarem. Porém, isso não é verdade, pois nos rachas (battles) de Breakin havia tumulto e aconteciam várias brigas por causa dessas batalhas de B-Boys.

O estilo B.BoysCostuma-se dizer que um B-Boy completo, de acordo com os dançarinos de meados dos anos 70, é aquele que realiza sua apresentação em três partes principais:

Top Rock: dança vertical, ou seja, em pé. Geralmente funciona como uma entrada na roda e preparação para o resto de sua performance;

Footwork: é um trabalho feito com os pés. Geralmente agachado, com movimentos de chutes ao ar;

Freezes: é um “congelamento” onde o B-Boy tem o ápice de sua apresentação. É uma pose na qual o B-Boy para instantaneamente. Os bons freezes geralmente duram no mínimo de dois a três segundos. Quanto maior o grau de dificuldade da execução, maior a sua qualidade.
Os “Powermoves” e saltos também podem ser incorporados, desde que sejam feitos como dança ou harmoniozamente incorporados a ela.
Breakin’ X Rockin’
O Rockin’ e o Breakin’ têm sua história própria. O Breakin’ tem sua maior influência na era James Brown. E quem dança Breakin’ é um B-Boy. Já o Rockin’ vem das Gangs, originais de New York. Porém, a era Disco também teve influência decisiva sobre o Rockin’, bem como James Brown. E quem dança Rockin’ é um Rocker. O Rockin’ é também conhecido como Up-Rockin’ ou Brooklyn Rock. Este é o estilo no qual se faz a simulação de uma briga enquanto se dança. Seu objetivo é marcar, pegar o adversário desprevenido (burn).
Os Movimentos dos B-Boys:Head Spin (Giro de Cabeça)
Chair Freezes
CC Long Footwork (6 step )
Four Step (quatro passos)
Swipe (corte)
Baby Bridges (ponte)
Chair FreezesTrack (Floor) conhecida como “Hélice” no Brasil
Back Spin (Giro de Costas)
Giro de Mão (chamado 1990’s ou nineties nos EUA)
Hand Glide (escorregão de mão)
Windmills ou Contínuos (conhecido como Moinho de Vento no Brasil)
Tap Head Spin (Giro de Cabeça Contínuo)
Air Tracks (conhecido no Brasil como Loko)
Halos conhecido como “Pião Japonês” no Brasil
Ninja Freeze
Head Glides
Axle também conhecido como Star Track ou Air Flare
Plank Freeze
Spyderman Footwork, é o chamado footwork “Homem Aranha”
Air BabElbo Spin: giro de cotovelo
Bouncin CE CE’sSwirl (Redemoinho)
Transição do Moinho de vento (Continuous ou Windmill) para o Giro de mão (1900’s)
Wrist 90’s: é a parada de mão com uma mão só.
Wrist 90’s girando: giro de mão com o pulso (parte de trás da mão).
Elbo Slide: é um escorregão (slide) com o cotovelo.Double Leg Sw

Os pioneiros
A primeira crew conhecida foi The Nigga Twins, e assim com outras crews como The Zulu Kings, The Seven Deadly Sinners, Shanghai Brothers, The Bronx Boys, Rockwell Association, Starchild La Rock, Rock Steady Crew e The Crazy Commanders, essas são as pioneiras. Depois de alguns anos desenvolvendo esse novo estilo de dança, em meados dos anos 70, alguns b-boys já apresentavam habilidades notáveis.


Os b-boys que se destacaram nessa época foram Sasa, Beaver, El Dorado, Robbie Rob (Zulu Kings), Vinnie, Off (Salsoul), Bos (Starchild La Rock), Willie Wil, Lil' Carlos (Rockwell Association), Spy, Shorty (Crazy Commanders), James Bond, Larry Lar, Charlie Rock (KC Crew), Spidey, Walter (Master Plan) and others.


Por volta dos anos 80 havia crews em New York City como Rock Steady Crew, NYC Breakers, Dynamic Rockers, United States Breakers, Crazy Breakers, Floor Lords, Floor Masters, Incredible Breakers, Magnificent Force e muitas outras. Uns dos melhores b-boys da época foram Chino, Brian, German (Incredible Breakers), Dr. Love (Master Mind), Flip (Scrambling Feet), Tiny (Incredible Body Mechanic). A maior rivalidade era entre Rock Steady Crew e NYC Breakers, assim como entre Rock Steady Crew e Dynamic Rockers. No início dos anos 80 batalhas entre essas crews chamaram a atenção da mídia.

Filmes que contam um pouco a história.Em 1983 o filme “Flashdance” chegou aos cinemas, e o vídeo clipe de Malcolm Mclaren “Buffalo Gals” foi mostrado na televisão. The Rock Steady Crew foi caracterizado em ambas produções e foram conhecidos pelo mundo por causa do sucesso do filme e da canção. Isso causou explosão na mídia e contagiou a maioria dos países em torno do mundo. Para todos, o Break era algo novo, algo que nunca foi mostrado antes, algo que realmente era espetacular e fascinante. Ainda no mesmo ano, o filme “Wild Style” foi lançado e foi a primeira divulgação internacional que caracterizou a cultura do hip hop. Os Mcs, Djs, Graffiti e b-boys foram também para Londres e Paris, e isso foi a primeira vez que o Break pôde ser visto “vivo” na Europa.
Em 1984 o filme “Beat Street” teve seu lançamento e caracterizou Rock Steady Crew, NYC Breakers e Magnificent Force, e na cerimônia de fechamento dos jogos olímpicos de verão em Los Angeles mais de 100 b-boys e b-girls fizeram uma performance. Ainda no mesmo ano de "Swatch Watch NYC Fresh Tour" estreou o filme “Breakin”, uma ano mais tarde, em 1985, foi lançado o filme “Breakin 2”: Electric Boogaloo.
 

GRAFITE A ARTE DO HIP HOP NOS MUROS.






Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade.Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente, da street art ou arte urbana - em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Entretanto ainda há quem não concorde, equiparando o valor artístico do grafite ao da pichação, que é bem mais controverso. Sendo que a remoção do grafite é bem mais fácil do que o piche.
Descrição
Grafite em um muro de São Paulo.
Normalmente distingue-se o grafite, de elaboração mais complexa, da simples pichação, quase sempre considerada como contravenção. No entanto, muitos grafiteiros respeitáveis, como Osgemeos, autores de importantes trabalhos em várias paredes do mundo, aí incluída a grande fachada da Tate Modern de Londres,admitem ter um passado de pichadores. Na língua inglesa, contudo, usa-se o termo graffiti para ambas as expressões.
A partir do movimento contracultural de maio de 1968, quando os muros de Paris foram suporte para inscrições de caráter poético-político, a prática do grafite generalizou-se pelo mundo, em diferentes contextos, tipos e estilos, que vão do simples rabisco ou de tags repetidas ad nauseam, como uma espécie de demarcação de território, até grandes murais executados em espaços especialmente designados para tal, ganhando status de verdadeiras obras de arte. Os grafites podem também estar associados a diferentes movimentos e tribos urbanas, como o hip-hop, e a variados graus de transgressão.
Dentre os grafiteiros, talvez o mais célebre seja Jean-Michel Basquiat, que, no final dos anos 1970, despertou a atenção da imprensa novaiorquina, sobretudo pelas mensagens poéticas que deixava nas paredes dos prédios abandonados de Manhattan. Posteriormente Basquiat ganhou o rótulo de neo-expressionista e foi reconhecido como um dos mais significativos artistas do final do século XX. Atualmente no século vinte e um, muitas pessoas usam o grafite como arte em museus. Muitos museus conhecidos se encantaram pela beleza das ruas(o grafite), hoje em dia quem tem uma fachada decorada pela arte do grafite pode-se chamar de privilegiado, pois é uma arte muita bonita e mais bem feita do que artes feitas em telas, por isso que muitos adotaram esta maravilhosa idéia.

Termos e gírias

Fachada decorada com grafite, em Olinda, Pernambuco.
  • 3D - Estilo tridimensional, baseado num trabalho de brilho / sombra das letras.
  • Asdolfinho - Novo estilo de grafite desenvolvido por americanos, no qual é visado a pintura animal.
  • Backjump - Comboio pintado em circulação, enquanto está parado durante o percurso (numa estação por exemplo).
  • Bite - Cópia, influência directa de um estilo de outro writer.
  • Bombing - Grafite rápido, associado à ilegalidade, com letras mais simples e eficazes.
  • Bubble Style - Estilo de letras arredondadas, mais simples e "primárias", mas que é ainda hoje um dos estilos mais presentes no grafite.
  • Cap - Cápsula aplicável ás latas para a pulverização do spray. Existem variados caps, que variam consoante a pressão, originando um traço mais suave ou mais grosso (ex: Skinny", "Fat", "NY Fat Cap", etc).
  • Characters - Retratos, caricaturas, bonecos pintados a grafite.
  • Crew - "Equipa", grupo de amigos que habitualmente pintam juntos e que representam todos o mesmo nome. É regra geral os writers assinarem o seu tag e respectiva crew (normalmente sigla com 2 a 4 letras) em cada obra.
  • Cross - Pintar um grafite ou assinatura por cima de um trabalho de um outro writer.
  • Degradé - Passagem de uma cor para a outra sem um corte directo. Por exemplo uma graduação de diferentes tons da mesma cor.
  • End to end - Carruagem ou comboio pintado de uma extremidade à outra, sem atingir a parte superior do mesmo (por ex. as janelas e parte superior do comboio não são pintadas).
  • Fill-in - Preenchimento (simples ou elaborado) do interior das letras de um grafite.
  • Hall of Fame - Trabalho geralmente legal, mural mais trabalhado onde normalmente pinta mais do que um artista na mesma obra, explorando as técnicas mais evoluídas.
  • Highline - Contorno geral de toda o grafite, posterior ao outline.
  • Hollow - Grafite ou Bomb que nao tem fill (preenchimento) algum e, geralmente, é ilegal
  • Inline - Contorno das letras, realizado na parte de dentro das letras.
  • Kings - Writer que adquiriu respeito e admiração dentro da comunidade do grafite. Um estatuto que todos procuram e que está inevitavelmente ligado à qualidade, postura e anos de experiência.
  • Outline - Contorno das letras cuja cor é aplicada igualmente ao volume das mesmas, dando uma noção de tridimensionalidade
  • Roof-top - Grafite aplicado em telhados, outdoors ou outras superfícies elevadas. Um estilo associado ao risco e ao difícil acesso mas que é uma das vertentes mais respeitáveis entre os writers.
  • Spot - Denominação dada ao lugar onde é feito um grafite.
  • Tag - Nome/Pseudónimo do artista.
  • Throw-up - Estilo situado entre o "tag"/assinatura de rua e o bombing. Letras rápidas normalmente sem preenchimento de cor (apenas contorno).
  • Top to bottom" - Carruagem ou carruagens pintadas de cima a baixo, sem chegar no entanto às extremidades horizontais.
  • Toy - O oposto de King. Writer inexperiente, no começo ou que não consegue atingir um nível de qualidade e respeito dentro da comunidade.
  • Train - Denominação de um comboio pintado.
  • Whole Train - Carruagem ou carruagens inteiramente pintadas, de uma ponta à outra e de cima a baixo.
  • Wild Style - Estilo de letras quase ilegível. Um dos primeiros estilos a ser utilizado no surgimento do grafite.
  • Writer - Escritor de grafite.

O DJ DE HIP HOP





DJ KL JAY RACIONAIS MCs
Operador de discos, que faz bases e colagens rítmicas sobre as quais se articulam os outros elementos, hoje o DJ é considerado um músico, após a introdução dos scratches de GradMixer DST na canção "Rock it" de Herbie Hancock, que representa um incremento da composição e não somente um efeito. O breakbeat é a criação de uma batida em cima de composições já existentes, uma espécie de loop. Seu criador DJ Kool Herc desenvolveu esta técnica possibilitando B.Boys a dançarem e MCs a cantarem. O Beat-Juggling já é a criação de composições as pelos DJ nos toca-discos, com discos e canções diferentes. Há diversos tipos de DJs: o DJ de grupo, de baile/festas/aniversários/eventos em geral e o DJ de competição. Este por sua vez, faz da técnica e criatividade, os elementos essências para despertar e prender a atenção do público. Um DJ de competição é um DJ que desenvolve e realiza apresentações contendo scratchs, batidas e até frases recortadas de diferentes discos (samples). Esses DJs competem entre si usando todo e qualquer trecho musical de um vinil.

O QUE É RAP



O que é o Rap  
A termo RAP significa rhythm and poetry ( ritmo e poesia ). O RAP surgiu na Jamaica na década de 1960. Este gênero musical foi levado pelos jamaicanos para os Estados Unidos, mais especificamente para os bairros pobres de Nova Iorque, no começo da década de 1970. Jovens de origens negra e espanhola, em busca de uma sonoridade nova, deram um significativo impulso ao RAP.
O rap tem uma batida rápida e acelerada e a letra vem em forma de discurso, muita informação e pouca melodia. Geralmente as letras falam das dificuldades da vida dos habitantes de bairros pobres das grandes cidades. As gírias das gangues destes bairros são muito comuns nas letras de música rap. O cenário rap é acrescido de danças com movimentos rápidos e malabarismos corporais. O break, por exemplo, é um tipo de dança relacionada ao rap. O cenário urbano do rap é formado ainda por um visual repleto de grafites nas paredes das grandes cidades.
No começo da década de 1980, muitos jovens norte-americanos, cansados da disco music,  começaram a mixar músicas, e criar sobre elas, arranjos específicos. As músicas de James Brown, por exemplo, já serviram de base para muitas músicas de rap. O MC ( mestre-de-cerimônias) é o responsável pela integração entre a mixagem e a letra em forma de poesia e protesto. É considerado o marco inicial do movimento rap norte-americano, o lançamento do disco Rapper’s Delight, do grupo Sugarhill Gang.
Entendendo o Rap
Geralmente, o rap é cantado e tocado por uma dupla composta por um DJ ( disc-jóquei ), que fica responsável pelos efeitos sonoros e mixagens, e por MCs que se responsabilizam pela letra cantada. Quando o rap possui uma melodia, ganha o nome de hip hop.
Um efeito sonoro muito típico do rap é o scratch (som provocado pelo atrito da agulha do toca-discos  no disco de vinil). Foi o rapper Graand MasterFlash que lançou  o scratch e depois deles, vários scratchings começaram a utilizar o recurso : Ice Cube, Ice T, Run DMC, Public Enemy, Beastie Boys, Tupac Shakur, Salt’N’Pepa, Queen Latifah, Eminem, Notorious entre outros.
Anos 80: auge do rap e mudanças
Na década de 1980, o rap sofreu uma mistura com outros estilos musicais, dando origem à novos gêneros, tais como: o acid jazz, o raggamufin (mistura com o reggae) e o dance rap. Com letras marcadas pela violência das ruas e dos guetos, surge o gangsta rap, representado por Snoop Doggy Dogg, LL Cool J,  Sean Puffy Combs, Cypress Hill, Coolio entre outros.
Nas letras do Public Enemy, encontramos mensagens de cunho político e social, denunciando as injustiças e as dificuldades das populações menos favorecidas da sociedade norte-americana. É a música servindo de protesto social e falando a voz do povo mais pobre.
Movimento Rap no Brasil
O rap surgiu no Brasil em 1986, na cidade de São Paulo. Os primeiros shows de rap eram apresentados no Teatro Mambembe pelo DJ Theo Werneck. Na década de 80,  as pessoas não aceitavam o rap, pois consideravam este estilo musical como sendo algo violento e tipicamente de periferia.
Na década de 1990, o rap ganha as rádios e a indústria fonográfica começa a dar mais atenção ao estilo. Os primeiros rappers a fazerem sucesso foram Thayde e DJ Hum. Logo a seguir começam a surgir novas caras no rap nacional : Racionais MCs, Pavilhão 9, Detentos do Rap, Câmbio Negro, Xis & Dentinho, Planet Hemp e Gabriel, O Pensador.
O rap começava então a ser utilizado e misturado por outros gêneros musicais. O movimento mangue beat, por exemplo, presente na música de Chico Science & Nação Zumbi fez muito bem esta mistura.
Nos dias de hoje o rap está incorporado no cenário musical brasileiro. Venceu os preconceitos e saiu da periferia para ganhar o grande público. Dezenas de cds de rap são lançados anualmente, porém o rap não perdeu sua essência de denunciar as injustiças, vividas pela pobre das periferias das grandes cidades.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

DAS RINHAS DE MCs PARA O BRASIL ESSE É EMICIDA

Leandro Roque de Oliveira (São Paulo, 17 de agosto de 1985), mais conhecido pelo seu nome artístico Emicida é um rapper, repórter e produtor musical brasileiro. É considerado uma das maiores revelações do hip hop do Brasil nos últimos anos.O nome "Emicida" é uma fusão das palavras "MC" e "homicida". Por causa de suas constantes vitórias nas batalhas de improvisação, seus amigos começaram a falar que Leandro era um "assassino", e que "matava" os adversários através das rimas. Mais tarde, o rapper criou também uma conotação de sigla para o nome: E.M.I.C.I.D.A (Enquanto Minha Imaginação Compor Insanidades Domino a Arte). As suas apresentações ao vivo são acompanhadas do DJ Nyack nos instrumentais.
A primeira aparição do rapper na mídia - fora as batalhas de improvisação - foi o single "Triunfo", acompanhado de um videoclipe com mais de 1,3 mi visualizações no YouTube. Emicida lançou seu trabalho de estreia em 2009, uma mixtape de vinte e cinco faixas intitulada, a Pra quem já Mordeu um Cachorro por Comida, até que eu Cheguei Longe..., pela gravadora independente Laboratório Fantasma. Em fevereiro de 2010, seu segundo trabalho veio em formato de EP com o título Sua Mina Ouve Meu Rep Tamém. Em 15 de setembro do mesmo ano, foi lançada a também mixtape Emicídio, adjunta a um single homônimo. Além de ser cantor, Emicida atua como repórter do programa Manos e Minas, da TV Cultura.

Carreira

Anos iniciais e batalhas de improviso

A carreira de Emicida teve início no começo dos anos 1990, enquanto seus pais organizavam bailes black na periferia de São Paulo, quando ele então começou a usar os equipamentos e escrever as primeiras rimas.[Oriundo de família pobre, ele compunha e passava para seu amigo gravá-las e vendê-las. Seu pai faleceu logo na sua infância, como declarado na canção "Ooorra...".
O rapper é conhecido por suas rimas de improviso, o que fez ele se tornar um dos MCs mais respeitados. Venceu onze vezes consecutivas a batalha de MC da Santa Cruz e por doze vezes a Rinha dos MC. Considerado como uma das maiores revelações do underground hip hop nacional, Emicida acumula milhares de acessos em cada batalha sua no YouTube e cerca de 900 mil visualizações do seu perfil no MySpace.
Em uma das batalhas de improviso, que ocorreu no Centro de São Paulo, o rapper duelou com Nocivo Shomon, que pouco tempo depois lançou uma canção diss intitulada "A rua é quem?", já que Emicida é conhecido por utilizar o bordão "A rua é nóiz". No entanto, não houve resposta ao som.

Primeiro trabalho e EP

Emicida realizou suas primeiras composições gravadas por volta do ano de 2005, período quando entrou nos desafios das batalhas. Em 2008, lançou seu primeiro single, produzido por Felipe Vassão, com o título de "Triunfo". Ele conseguiu a vendagem de aproximadamente setecentas cópias no primeiro mês até a publicação na internet. Junto a ele veio um videoclipe que alcançou mais de seiscentas mil visualizações. No primeiro trimestre de 2009, ocorreu o lançamento da sua mixtape de estreia, com o título Pra quem já Mordeu um Cachorro por Comida, até que eu Cheguei Longe..., que juntou 25 faixas gravadas desde o início da sua carreira. Segundo dados da Revista Época, Emicida vendeu cerca de três mil cópias do disco no "boca-a-boca", com o preço que variava entre R$ 2 e R$ 15.
O artista foi indicado ao Video Music Brasil 2009, prêmio musical brasileiro organizado pela MTV, onde concorreu nas categorias "Melhor Grupo/Artista de Rap", "Aposta MTV" e "Videoclipe do Ano", com "Triunfo", mas acabou derrotado por MV Bill, Vivendo do Ócio e "Sutilmente", de Skank, respectivamente.
Em 2010, Emicida lançou o segundo single da sua carreira, intitulado "Besouro", que foi incluído na sua segunda mixtape. No fim de janeiro do mesmo ano, veio o seu segundo trabalho, o EP Sua Mina Ouve Meu Rap Também, com referência para a canção "Sua Mina Ouve Meu Rap", de MC Marechal, com quem mantém afiliações.

Emicídio

Gnome-mime-audio-openclipart.svg
"Emicídio"
Trecho da canção "Emicídio".

Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
No segundo semestre de 2010, Emicida começou a gravação da sua segunda mixtape. Perguntado sobre o fato de não lançar um álbum de estúdio, o rapper afirmou: "É mais caseiro [o formato de mixtape], os produtores amigos meus me mostram os beats que eles fizeram, eu vou para casa, escrevo uma letra. Para fazer um álbum eu queria todo mundo no estúdio, criando aos poucos".
Após um anúncio de uma semana, ocorreu na sexta-feira 13 de agosto o lançamento do seu terceiro single, com o título de Emicídio, que trata sobre as dificuldades que encontrou para chegar onde está. Junto com a canção foi anunciado através do MySpace o lançamento da sua segunda mixtape para 15 de setembro, intitulada Emicídio. Em 9 de setembro, Emicida compareceu ao Programa do Jô, na Rede Globo, fato que fez o MC alcançar os trending topics mundiais do Twitter.
A capa da mixtape foi divulgada juntamente com a lista de faixas no dia 12 de setembro. Emicídio traz dezoito faixas e participações de rappers como Kamau em "De onde cê vem" e Rael da Rima em "Beira de piscina". Nela, Emicida trata de assuntos como ser pai, as batalhas de MC, o rap atual, seus amigos, sua mãe, entre outros. Semelhante ao que aconteceu no lançamento do seu primeiro trabalho, a gravadora Laboratório Fantasma estipulou o preço máximo de R$ 5 para cada disco e convocou via internet representantes para a revenderem em todos os locais do Brasil.
Em dez dezembro de 2010, Emicida fez participação no single "Olha pros neguinho", do rapper Xará.

 Aparições na mídia

Em fevereiro, Emicida fez uma participação especial no Altas Horas, programa de auditório da Rede Globo, onde apresentou as canções "E.M.I.C.I.D.A." e "Triunfo". Sua presença no programa marcou uma nova era do rap nacional, que antes era conhecida pela mente fechada, com pouca aparição na mídia e críticas para a respectiva emissora. Ingressou no elenco do programa Manos e Minas, da TV Cultura, em abril de 2010, onde se tornou repórter, entrevistando diversas celebridades do mundo musical.
Realizando diversas apresentações pelo Brasil, Emicida foi convidado a participar da Virada Cultural de 2010, onde se apresentou junto com Ellen Oléria e foi considerado um dos destaques do evento, junto a Mallu Magalhães. Em outro festival no mesmo ano, o Coquetel Molotov, o rapper também foi considerado como uma das principais atrações do evento.
A banda Cine convidou o rapper para fazer uma participação na gravação de um DVD - o que seria um fato inédito com relação aos dois tipos de estilos musicais - mas acabou recusando para trabalhar em sua segunda mixtape. Pouco tempo depois, surgiu um outro contato de uma banda do mesmo estilo, agora porém, com disponibilidade, ele aceitou. Juntamente com rappers como Kamau, Rincon Sapiencia, Rappin' Hood, Negra Li e Aggro Santos, Emicida fez uma participação no novo álbum de NX Zero, chamado Projeto Paralelo. Emicida cantou Só Rezo 0.2 junto com a rapper norte-americana Yo-Yo (afiliada dos consagrados Ice Cube e Public Enemy), música que foi acompanhada de um videoclipe.
Em 25 de outubro, o rapper Cabal publicou no seu twitter uma carta pública propondo a Emicida o fim da desavença entre os dois e a criação do evento Hip Hop da Paz. Como em uma semana não houve resposta, Cabal gravou a canção diss "Malleus Maleficarum", que não obteve resposta.

 Discografia

 Mixtapes

 EP

 Singles